LegisTech Dublin 2026: 12 Lições para Modernizar Parlamentos com IA
A tecnologia está transformando o cotidiano das câmaras municipais de todo o Brasil, e o debate mundial sobre inteligência artificial (IA) mostra caminhos bastante práticos para quem quer avançar na modernização do legislativo. Em junho de 2026, o evento LegisTech: Modernisation in Parliaments – AI as a Tool for Modernisation reuniu em Dublin, Irlanda, um público diverso: oficiais parlamentares, gestores de TI, dirigentes, pesquisadores e consultores de parlamentos de todos os continentes.
Organizada pela Bússola Tech em parceria com o Parlamento da Irlanda (Houses of the Oireachtas), a conferência foi referência para quem busca soluções e exemplos reais de implantação da IA no setor público legislativo. Ao longo de três dias, representantes de mais de 30 instituições compartilharam resultados, desafios e recomendações que se conectam profundamente com o dia a dia da Câmara Municipal brasileira.
Por dentro da LegisTech Dublin 2026: cenário, temas e participantes
O evento contou com a presença de parlamentos nacionais e regionais da Irlanda, Alemanha, Uruguai, Estados Unidos, Estônia, Turquia, África do Sul, México, Argentina, Nova Zelândia, Namíbia, Portugal, Moçambique, Bélgica, Escócia e Angola, além de associações internacionais, universidades, consultorias e empresas, como Microsoft, Govsys e Xcential.
- Como adotar IA de forma responsável no parlamento?
- Como reforçar as bases institucionais para garantir uma transformação digital segura e duradoura?
- Quais padrões de dados, governança, infraestrutura e mecanismos de controle são necessários?
Os tópicos discutidos mostram um quadro amplo: da avaliação da maturidade digital à interoperabilidade de sistemas; da preparação dos dados legislativos para IA à cibersegurança; da adaptação processual à prestação de contas, comunicação e combate à desinformação.
No Relatório Mundial e-Parlamento 2024 publicado pela IPU, 68% dos parlamentos já possuem estratégia digital plurianual e aceleram a adoção de IA e computação em nuvem, colocando a cibersegurança como prioridade. Esses são sintomas claros da urgência do debate.
Primeiro dia: bases da transformação digital e institucional
No primeiro dia da LegisTech Dublin 2026, as atenções se voltaram para a estrutura: sistemas, processos e liderança.
Passar do papel e de sistemas soltos para serviços digitais integrados exige uma mudança de cultura e organização.
Foram debatidos:
- Como sair de sistemas fragmentados para ambientes digitais modulares e interoperáveis.
- Impacto da IA autônoma em tarefas do parlamento, do protocolo ao acompanhamento de processos legislativos.
- Mapeamento e avaliação da maturidade digital de cada instituição antes de investir em novas soluções.
- A importância de liderança interna comprometida e estruturas organizacionais flexíveis para garantir continuidade mesmo nas trocas de mandatos.
Esses pontos dialogam com realidades bem conhecidas nas câmaras municipais, onde sistemas antigos, falta de padronização e rotatividade de servidores criam obstáculos concretos para digitalizar processos.
Segundo dia: dados, integração e governança no foco
O segundo dia trouxe o debate para a governança dos dados e integração da IA no funcionamento dos parlamentos.
Temas abordados:
- Padronização dos dados legislativos para que a IA funcione corretamente.
- Entrega de serviços digitais aos membros parlamentares, como assistentes virtuais e plataformas unificadas.
- Reação rápida a incidentes cibernéticos, mantendo a continuidade dos trabalhos legislativos.
- Estratégias para blindagem institucional antes da adoção ampla de IA, prevenindo riscos para a autonomia e a transparência.
Do ponto de vista prático, exemplos como relatórios automáticos, buscas por jurisprudência em segundos e sistemas de consulta pública mostram como a IA pode virar aliada do servidor legislativo para acelerar demandas e garantir respostas mais rápidas à população. Isso se conecta com iniciativas da Govsys, como a LegIA, que permite pesquisa e parecer jurídico em poucos segundos em câmaras municipais, ajudando assessores a cumprirem prazos apertados e reduzindo retrabalho.
Sessões especializadas detalharam a criação de assistentes com IA para apoiar o trabalho de parlamentares, a definição de padrões para integração entre diferentes sistemas e a infraestrutura necessária para plataformas seguras. O Parlamento da Irlanda, anfitrião do evento, demonstrou seus próprios sistemas: da tramitação eletrônica ao acesso público facilitado às informações legislativas.
Terceiro dia: legislação, finanças e liderança para o futuro
No terceiro dia, o debate foi além da tecnologia e entrou nas responsabilidades legais, orçamentárias e políticas ligadas à digitalização do parlamento.
Painéis debateram:
- Como adaptar procedimentos legislativos para incluir IA sem perder segurança jurídica.
- Papel da IA na análise e avaliação pós-legislativa de leis já aprovadas.
- Modernização e integração de sistemas antigos com os novos, respeitando limites financeiros e jurídicos.
- Planejamento financeiro de médio e longo prazo para manter equipes e infraestrutura digital mesmo após sucessivas mudanças administrativas.
As discussões finais focaram na importância de liderança política e administrativa para manter projetos de transformação digital atravessando legislaturas, garantindo financiamento estável e continuidade, e ajustando estratégias conforme o contexto local muda.
As 12 lições para modernização parlamentar com IA
Bruno Thomasi resumiu as linhas de consenso do fórum internacional em 12 lições práticas que podem ser aplicadas por qualquer legislativo, especialmente nas câmaras municipais do Brasil:
- Estratégia digital de longo prazo deve ser traçada com participação de todas as áreas e apoio político, indo além do mandato atual.
- Antes de comprar ferramentas, é preciso avaliar a maturidade digital da instituição e identificar lacunas em processos, treinamento e infraestrutura.
- Dados legislativos precisam ser estruturados e padronizados, com atenção à interoperabilidade entre sistemas internos e externos.
- Adoção de IA exige governança clara: quem decide, quem fiscaliza, quem presta contas.
- Garantir cibersegurança é fundamental, já que legislativos viraram alvos de ataques sofisticados, como mostra o debate internacional sobre padrões e reação a incidentes.
- Testes de novas soluções devem ser feitos em ambiente controlado, sem arriscar a continuidade dos serviços essenciais.
- Comunicação clara com a população é obrigação do parlamento na era digital, com uso de linguagem simples e combate à desinformação, como recomenda a Secretaria de Inovação Legislativa da Câmara dos Deputados.
- Regras institucionais e normativas devem ser atualizadas para incluir IA em rotinas do plenário, com responsabilidade e garantindo o devido processo.
- Capacitação contínua dos servidores legislativos é o único meio de evitar dependência excessiva de fornecedores externos.
- Infraestrutura tecnológica (redes, hospedagem segura, backups, energia redundante) deve ser planejada para suportar crescimento e imprevistos.
- Planejamento orçamentário precisa assegurar recursos para manutenção e evolução dos sistemas digitais, mesmo com mudanças administrativas.
- O alinhamento institucional é o que permite que projetos atravessem anos, pessoas e cenários políticos, mantendo a integridade do parlamento e a confiança da sociedade.
O evento deixou claro que, sem preparo institucional e planejamento de longo prazo, a adoção da IA vira mais um modismo do que uma solução real para os desafios do legislativo. Ferramentas como as desenvolvidas pela Govsys só trazem resultados para a Câmara que se dedica a criar bases sólidas com gestão de dados, padronização, treinamento e governança clara.
Aplicando as lições no dia a dia da câmara municipal
Como aproveitar todo esse conteúdo na rotina de uma Câmara de Vereadores?
- Na gestão documental: sistemas modulares integrados como o Legiflow eliminam o papel, aceleram assinaturas e rastreamento, permitindo atuação conforme o regimento interno.
- Na produção legislativa: assistentes de IA, como a LegIA, pesquisam, analisam e redigem rapidamente pareceres e projetos com rigor técnico.
- Na transparência com o cidadão: soluções como o Legizap levam informações e serviços legislativos direto ao WhatsApp dos moradores da cidade, com atendimento automatizado, consulta de projetos e abertura de protocolos 24h por dia.
Bons exemplos práticos são relatados no artigo Como digitalizar o plenário sem travar o trabalho da câmara, mostrando ganhos de tempo e segurança jurídica nas sessões. Já os desafios da transparência comunicada do legislativo detalham ganhos concretos na aproximação entre vereadores e população. Como sair de sistemas isolados e automatizar o atendimento da câmara traz dicas para integrar sistemas novos e antigos, evitando perdas de informação.
Quer pesquisar esses e outros temas? Use a busca no nosso blog para consultas rápidas por assunto ou por autor, como Bruno Thomasi, que tem compartilhado experiências e análises práticas sobre o processo legislativo digital.
O futuro da modernização legislativa passa por pessoas, dados e compromisso institucional
No fechamento da LegisTech Dublin 2026, ficou clara a necessidade de ir além da tecnologia pela tecnologia.
O sucesso da IA no parlamento depende mais de pessoas, padrões e compromisso do que apenas de softwares.
Poder contar com experiências diversas, tanto de parlamentos grandes quanto de cidades pequenas, reforçou que a tecnologia precisa “caber” na realidade local, com apoio da liderança interna, recursos garantidos e avaliação ética constante.
Para a Câmara de Vereadores que busca modernizar de verdade, a jornada envolve aprendizado contínuo, adoção gradual de ferramentas, investimento em governança e atenção aos riscos da aceleração sem preparo.
Recursos como os sistemas da Govsys, premiados internacionalmente, mostram que o Brasil está preparado para liderar e compartilhar boas práticas, desde que as câmaras estejam abertas a planejar, treinar e avaliar cada etapa do caminho digital.
Se a sua Câmara quer transformar o jeito de legislar, fiscalizar e dialogar com a cidade, entender as lições da LegisTech e as soluções da Govsys é o primeiro passo. Conheça nossos produtos e descubra como a IA pode ser uma aliada ética e segura para o futuro do legislativo municipal.
Acesse govsys.com.br para saber mais.
Perguntas frequentes sobre IA e modernização legislativa
O que é o LegisTech Dublin 2026?
LegisTech Dublin 2026 foi uma conferência internacional realizada em Dublin, Irlanda, entre os dias 3 e 5 de junho de 2026, organizando debates sobre a modernização dos parlamentos com uso de inteligência artificial. O encontro reuniu representantes de parlamentos de cinco continentes, especialistas em tecnologia, pesquisadores e empresas, abordando desde temas de estratégia digital, governança, dados, cibersegurança, comunicação e gestão institucional.
Como a IA pode modernizar parlamentos?
A inteligência artificial pode apoiar câmaras e parlamentos automatizando tarefas burocráticas, analisando grandes volumes de informações, sugerindo melhorias em projetos de lei, além de facilitar o contato direto com o cidadão por meio de canais digitais e plataformas interativas. Segundo exemplos do evento, a IA pode gerar relatórios, rastrear tramitações, apoiar pareceres jurídicos e reforçar a segurança dos dados legislativos. O segredo está em alinhar tecnologia com governança, treinamento e padronização de dados.
Quais são as 12 lições apresentadas?
As 12 lições do LegisTech Dublin 2026 são recomendações práticas: pensar em estratégia de longo prazo, avaliar maturidade digital, padronizar dados, estruturar governança, investir em cibersegurança, testar novas soluções gradualmente, melhorar a comunicação com linguagem simples, atualizar regras internas, capacitar equipes, planejar infraestrutura, garantir orçamento contínuo e alinhar toda a instituição nos projetos digitais. Essas lições ajudam a construir um ambiente seguro e transparente para uso da IA.
A IA é segura para uso parlamentar?
Sim, desde que existam padrões claros de proteção de dados, cibersegurança ativa, gestão de riscos e mecanismos de revisão ética permanente. A segurança depende muito mais do preparo institucional e da governança do que da ferramenta em si. Eventos recentes, como aponta o Relatório Mundial e-Parlamento 2024, reforçam que a proteção contra ameaças digitais precisa ser planejada e revisitada constantemente.
Onde encontro mais informações sobre IA legislativa?
Para quem busca aprofundar, recomenda-se a leitura do Relatório Mundial e-Parlamento da IPU, do artigo sobre governança ética em IA e do boletim oficial sobre inovação legislativa. No Brasil, o blog e os produtos da Govsys também são referência para legislativos municipais que querem se informar e aplicar tecnologia na rotina da Câmara.
